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Última actualização: 09-10-2018 Publicado a: 09-10-2018

Estuário do Tejo e Área de Reserva Natural

EstuáriodoTejoeÁreadeReservaNaturalTipo: Área Estruturante Primária da Rede Ecológica Metropolitana e Área Nuclear Estruturante da Estrutura Regional de Proteção e Valorização Ambiental do OVT 


Outras áreas da EER relacionadas: Rio Tejo

 

Concelhos: Integra parcialmente ou confina com os concelhos de Oeiras, Lisboa, Loures, Vila Franca de Xira, Benavente, Alcochete, Montijo, Moita, Barreiro, Seixal e Almada

 

Áreas classificadas: Área Protegida (Reserva Natural do Estuário do Tejo), Rede Natura 2000 (ZPE e SIC do Estuário do Tejo).

 

Descrição geral: É o elemento central da AML e constitui uma área húmida da maior importância a nível nacional e europeu. Apresenta uma biodiversidade muito elevada e uma excepcional diversidade paisagística, constituindo o elemento de referência simbólica da cidade de Lisboa e de toda a AML.

 

8RioTejoFoi em torno das margens deste estuário que se iniciou o desenvolvimento do sistema urbano da AML, em ligação com os modos de vida ribeirinhos que a sua presença proporcionava, e sendo através dele que se fazem as ligações entre a margem norte e a margem sul da área urbana mais densa da AML.

 

Os valores naturais, tratando-se de uma zona húmida, são muito diversificados a nível de flora e comunidades locais e da fauna. É uma das maiores zonas húmidas da Europa, desempenhando um papel de grande relevância internacional na conservação de aves aquáticas, como área de invernada, nidificação ou paragem migratória. Os seus valores naturais decorrem, em particular, da sua dimensão, da diversidade e riqueza florística e faunística, e da variedade de ecossistemas que nele ocorrem.

 

Entre os mamíferos destacam-se as espécies de morcegos. É de realçar também a importância do estuário para a comunidade íctica e a sua importante função de nursery para algumas espécies com interesse comercial. Em Portugal é o local que alberga maior número de aves limícolas e anatídeos durante o Inverno e, tendo em consideração a globalidade da avifauna, é certamente a sua zona húmida mais importante. Na época de reprodução, destacam-se a Garça-vermelha, o Perna-longa e a Perdiz-do-mar. Na época de invernada, destacam-se o Alfaiate, a Tarambola-cinzenta, o Maçarico-de-bico-direito e o Pilrito-comum. Na época de passagem migratória, destacam-se o Maçarico-de-bico-direito e o Flamingo.

 

9riotejoOs bancos de vasa, os sapais e as salinas constituem os habitats mais importantes para a avifauna, sendo de destacar também os caniçais e os arrozais. Para além de aves aquáticas, o Estuário possui grande valor a nível nacional para as Garças e para os Passeriformes em migração outonal, que usam sobretudo as zonas de caniço, como o rouxinol-pequeno-dos-caniços, o rouxinol-grande-dos-caniços, a felosa-dos-juncos, a felosa-musical e o pisco-de-peito-azul. Possui ainda grande valor para as Aves estepárias, que usam sobretudo a lezíria, como o sisão, e a perdiz-do-mar, para as Rapinas, como o tartaranhão-ruivo-dos-paúis, que usa sobretudo a lezíria e o sapal, e para a águia-cobreira, o gavião e a águia-calçada, que usam sobretudo os montados e as áreas de pinhal.

 

Relativamente aos restantes, destaca-se a presença da lontra e do toirão no grupo dos mamíferos, do cágado e de várias espécies de anfíbios.

 

Em relação às espécies da ictiofauna, o estuário do Tejo possui um papel ecológico fundamental enquanto zona de crescimento e nursery para juvenis de várias espécies de peixes com interesse comercial (como o linguado e o robalo) e camarão. Assume ainda um interesse fundamental para espécies migradoras, que usam o estuário como zona de transição entre o meio marinho e o meio dulciaquícola, nomeadamente: a lampreia-de-rio (“rara“ em Portugal), a lampreia-marinha, o sável e a savelha. Nas linhas de água afluentes ocorrem também espécies dulciaquícolas, como o cumba, o barbo de Steindachner, a boga-de-boca-arqueada, e a boga-portuguesa (de estatuto “raro“) e a panjorca e o ruivaco (de estatuto “indeterminado“).

 

A área denominada “Estuário do Tejo“ engloba também os habitats húmidos e de utilização agrícola e/ou salinícola tradicional (em uso ou abandonadas) da margem direita deste rio. Assume especial destaque a área das Salinas de Alverca, que constitui um local com assinalável importância como refúgio da avifauna aquática. O complexo das salinas é importante como dormitório das limícolas do Tejo, desempenhando um papel indispensável no ciclo diário deste grupo de aves, que confere ao Tejo a sua importância internacional.

 

As salinas de Alverca constituem um dos poucos locais onde ocorre a nidificação de perna-longa e do galeirão no estuário do Tejo. É também importante para a perdiz-do-mar e para o pato-de-bico vermelho.

 

Esta área acolhe mais de 1000 aves durante as suas passagens migratórias, sendo a zona húmida mais importante da margem norte do Estuário.

 

10RioTejoPara além do seu extraordinário valor paisagístico e ambiental, o Estuário do Tejo tem importantes valências económicas: para as actividades portuárias, para o transporte fluvial, para a reprodução piscícola e povoamento da faixa costeira, para o desenvolvimento da aquicultura (peixe, moluscos), salicultura e para a náutica de recreio.

 

Localizado no estuário do Tejo, o EVOA - Espaço de Visitação e Observação de Aves permite que os visitantes conheçam e desfrutem do património único, existente entre a lezíria e o estuário do Tejo. No EVOA estão integradas três zonas húmidas de água doce, num total de 70 ha. Estas lagoas são muito importantes para as aves, sendo utilizadas como área de refúgio ou mesmo como local de nidificação. De modo a garantir a tranquilidade das aves e a maximizar a experiência e conforto na visitação, estão disponíveis três observatórios nas margens das lagoas, diversos pontos de observação camuflados e um Centro de Interpretação (site da CM VFX: ver mais aqui)

 

Enquadram-se nesta área as zonas ribeirinhas dos municípios de Lisboa, Oeiras, Loures, Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo, Alcochete e parte da zona ribeirinha do município de Vila Franca de Xira. No município de Benavente, os aglomerados de Porto Alto e Arados inserem-se parcialmente nesta área.

 

Fonte das imagens: site da CM de Vila Franca de Xira

 

 

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