A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, I.P. (CCDR LVT) recebeu ontem, na sua sede, uma delegação da Fundação eAtlantic, acompanhada por um conjunto alargado de stakeholders regionais e nacionais, para uma reunião de trabalho dedicada à reflexão e ao debate em torno da fachada atlântica e da governação da cooperação europeia.
O encontro teve como principal objetivo criar um primeiro espaço de diálogo estruturado entre a Fundação eAtlantic e atores-chave do ecossistema científico, institucional e económico, num momento particularmente relevante a nível europeu, em que a Comissão Europeia está mandatada pelo Conselho Europeu para desenvolver uma Estratégia Macrorregional da UE para o Atlântico até 2027.
Na abertura da reunião, a Presidente da CCDR LVT, Teresa Almeida, destacou a importância do momento e do envolvimento dos territórios neste processo europeu:“A construção de uma cooperação atlântica é uma oportunidade estratégica para afirmar o papel de Portugal e das regiões atlânticas na definição das prioridades europeias. Lisboa e Vale do Tejo, pela sua capacidade institucional, científica e de articulação – como se vê pelos nossos stakeholders – tem condições para assumir um papel ativo e agregador neste processo.”
Na sessão participaram representantes de áreas estratégicas como inovação e digitalização, energia e transição energética, economia do mar, descarbonização, competitividade, financiamento e cooperação atlântica, de forma a refletir a diversidade e a relevância dos contributos necessários para a construção desta agenda europeia.
A Fundação eAtlantic esteve representada pelo seu Presidente, Iñigo Urkullu, antigo Lehendakari do País Basco, e pela Diretora da Fundação, Marian Elorza, que apresentaram a visão estratégica da entidade e os principais eixos do plano de ação para 2025–2026, centrado na afirmação da dimensão atlântica no contexto europeu. O debate permitiu ainda identificar dados, projetos, prioridades e áreas de cooperação futura, reforçando a importância de uma abordagem assente no conhecimento, na articulação entre políticas públicas e na valorização dos contributos dos atores que já trabalham no terreno. A CCDR LVT considera este encontro um primeiro passo de um trabalho continuado, que deverá evoluir para formas mais estruturadas de colaboração e reflexão sobre propostas de ação, com a participação dos stakeholders.




