A primeira edição do Prémio Regional de Arquitetura de Lisboa e Vale do Tejo – Prémio Ruy d’Athouguia foi entregue no dia 30 de maio, em Óbidos, no âmbito do Dia Regional do Arquiteto 2026. A iniciativa resulta da sinergia entre a Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos e a CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, I.P. (CCDR LVT), no quadro da cooperação institucional estabelecida entre as duas entidades para a valorização da arquitetura, do património arquitetónico e da qualidade do espaço construído na região.
Para a Presidente da CCDR LVT, “a primeira edição do Prémio Ruy d’Athouguia demonstra que a arquitetura é um fator decisivo de qualificação dos territórios”. A distinção do Convento de Jesus – na categoria de Salvaguarda do Património, em que a CCDR LVT integrou o júri – representa, para Teresa Almeida, “o reconhecimento de uma intervenção há muito esperada pela comunidade e confirma a importância de investir na salvaguarda do património como motor de identidade, cultura e desenvolvimento regional”.
A CCDR LVT integrou o júri do Prémio através da arquiteta Filipa Gil, da Unidade de Cultura. Criado para distinguir obras de reconhecida qualidade arquitetónica, o Prémio Ruy d’Athouguia tem periodicidade bienal e abrange três categorias: Edificação Nova, Reabilitação e Salvaguarda do Património. Nesta primeira edição, o júri analisou 80 candidaturas e deliberou a atribuição dos prémios e das menções honrosas.
A CCDR LVT felicita todos os vencedores e distinguidos, bem como a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo, pela concretização desta primeira edição de um prémio que contribui para valorizar a arquitetura enquanto instrumento de desenvolvimento regional, qualificação urbana e salvaguarda do património cultural.
Vencedores da edição 2026:
Edificação Nova: O prémio foi atribuído à Igreja e Centro Paroquial e Social de São José da Boavista, em Lisboa, da autoria de João Favila Vieira de Sousa Menezes e Pedro Maria Afonso de Matos Gameiro.
Reabilitação: O prémio foi atribuído ao Jardim da Galeria, no Montijo, da autoria de Ricardo Bak Gordon e Rui Mendes.
Salvaguarda do Património: O prémio foi atribuído à Reabilitação e Reconversão do Convento de Jesus em Museu, em Setúbal, da autoria de João Luís Carrilho da Graça.
Menções honrosas:
Na categoria Edificação Nova foram atribuídas menções honrosas à Casa na Lapa, em Lisboa, de Ricardo Bak Gordon; ao Campo Futebol da Laje, em Oeiras, de Miguel Marcelino; à Casa Catribana, em Sintra, de Luís Pedro Pinto; e à Escola Alemã de Lisboa – Liceu C, em Lisboa, de João Luís Carrilho da Graça.
Na categoria Reabilitação foram distinguidos com menções honrosas o Funicular da Graça, em Lisboa, de João Favila Vieira de Sousa Menezes, Pedro Miguel Estaca da Cruz Domingos e João Carlos dos Santos Simões; a Adega e Residência de Estudantes no Mosteiro de Santa Maria do Mar, em Cascais, de Pedro Maria Afonso de Matos Gameiro; a Casa Atelier no Caramão da Ajuda, em Lisboa, de José Maria Magalhães Pavia Cumbre e Nuno Miguel Sousa Caetano; e a Escola Básica e Jardim de Infância Infante D. Henrique, em Lisboa, de Patrícia Marques e João Paulo Costa.
Na categoria Salvaguarda do Património receberam menções honrosas a Reabilitação do Forte de Nossa Senhora dos Anjos de Paimogo, na Lourinhã, de Paulo Manuel Tinoco Mendes e Michela Degortes; e o Edifício de Habitação na Rua de São João da Praça, em Lisboa, de João Guilherme Pontes Appleton e Isabel Maria Teixeira dos Santos Domingos.



Fotos: Rita Burmester / Atelier Carrilho da Graça