A Presidente da CCDR Lisboa e Vale do Tejo, I.P., Teresa Almeida, participou na sessão de abertura do Fórum “Península de Setúbal – Uma Visão Estratégica para a Região”, que decorreu no Cine-Teatro S. João, em Palmela, promovido pela Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal.
A sessão de abertura contou também com as intervenções da Presidente da Câmara Municipal de Palmela, Ana Teresa Vicente, e do Presidente da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal, Frederico Rosa, num momento dedicado à criação de uma visão comum para o território e à definição de prioridades estratégicas para o desenvolvimento da região. O Fórum reuniu entidades públicas, privadas, académicas e associativas, com o objetivo de refletir sobre os principais desafios da Península de Setúbal nas áreas do investimento, inovação, qualificação, turismo, valorização territorial, mobilidade e infraestruturas estratégicas.
Na sua intervenção, Teresa Almeida destacou que a Península de Setúbal “constitui hoje um território estratégico nacional”, pela sua localização geoestratégica, tecido industrial, infraestruturas portuárias e pela convergência de investimentos estruturantes, como o novo aeroporto de Lisboa, a linha de alta velocidade, a Terceira Travessia do Tejo e os investimentos no Arco Ribeirinho Sul. “Temos a possibilidade concreta de transformar um território que registou indicadores sociais mais frágeis num dos principais polos de crescimento do país. Mas possibilidade não é destino. Depende do que fizermos agora”, afirmou.
A Presidente da CCDR LVT defendeu ainda que o desenvolvimento da Península de Setúbal deve ser pensado de forma articulada com o conjunto da região. “A Grande Lisboa não crescerá plenamente sem uma Península de Setúbal forte. A Península de Setúbal não realizará o seu potencial sem articulação metropolitana. O Oeste e Vale do Tejo não atingirá toda a sua dimensão sem melhores interligações ao conjunto da região”, referiu, acrescentando que “o futuro de Lisboa e Vale do Tejo será tanto mais forte quanto maior for a nossa capacidade de articular as três geografias da região num único projeto de desenvolvimento territorial”.
Neste contexto, Teresa Almeida sublinhou o papel da revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território — PROT LOVT, atualmente em curso, enquanto instrumento de governação e coordenação estratégica, bem como a importância da preparação dos próximos ciclos de financiamento europeu. “A CCDR LVT está aqui para cumprir essa missão: dar visão, foco e capacidade de execução ao território”, afirmou.
O Fórum contou também com a participação de Nuno Bento, Vogal Executivo do Lisboa 2030, na primeira mesa-redonda, dedicada ao tema “Fundos Europeus Estruturais e de Investimento – Desafios Futuros”. O painel abordou a preparação da Península de Setúbal para o próximo quadro comunitário e a necessidade de antecipar oportunidades, reforçar a articulação institucional e garantir maior eficácia na aplicação dos fundos europeus.


